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História, Aspectos Culturais e Curiosidades:
  • A mais antiga casa de Iguaba Grande pertence a João Clímaco da Costa e foi construída em 1889 por Paulino Pinto Pinheiro com trabalho dos escravos para servir de escola.
  • Só existiam duas farmácias na Iguaba Antiga: a de Ricardo, perto da Praça Edyla Pinheiro e a de Teúnas, em frente à praia. Ali perto se localizava a padaria de Demóstenes, onde hoje é uma pizzaria. A outra padaria ficava no prédio atualmente ocupada por um comércio, na Paulino Pinto Pinheiro.
  • O primeiro carro foi comprado por João Fonseca, pai de Vital, atual proprietário do camping. Era um Chevrolet Ramon. Depois apareceram os Ford-29 de Filhinho Garcia e Aquiles Lopes.

  • A chegada do primeiro telefone foi uma festa. Pertencia ao Dr. Mário Paranhos, instalado no governo do general Edmundo de Macedo Soares.
  • Há quase 40 anos surgiu a primeira banca de jornais, montada por Narciso Ramos Jardim e ficava em frente à padaria de Demóstenes, na esquina da Rodovia Amaral Peixoto com a rua N.S. de Fátima.

  • A primeira banda de música foi fundada e dirigida pelo maestro Antônio Bispo que conseguiu uma sede própria.
  • Uma grande conquista da população foi a instalação, a oito de maio de 1958, do Cartório Civil e Notas do 2.º Distrito. Teve como Juiz de Paz Aylton Barbosa Guimarães.
  • As festividades religiosas mais importantes são: Festa de São José (19 de março), Festa de Nossa Senhora de Fátima (13 de maio), Festa de Corpus Christi, em junho (calendário móvel), Festa Junina (Iguapira) e Festa da Imaculada Conceição (oito de dezembro), padroeira da cidade.

Hino de Iguaba Grande:

" Mesmo não sendo poeta
Minha terra vou cantar
Tão linda, simples, discreta
Um jardim a beira-mar
É s tu Iguaba querida
Terra de nossos avós
Pedaço de minha vida
E berço de todos nós
Como é linda a Capelinha
Junto ao sopé da montanha
A brisa sempre mansinha
A tarde sempre risonha
Faz-nos lembrar com alegria
O Lago de Genezaré
Onde José e Maria
Glorificavam Jesus"

 


Sobre a Laguna de Araruama:

  • A Laguna Araruama apresenta uma superfície de 200 Km2 com uma profundidade média de 3 metros e uma hipersalinidade constante.

  • A formação da lagoa, segundo estudos, se deu por afundamento de parte de planície costeira em decorrência da elevação do nível do mar.

  • Com base em estudos realizados na profundidade da lagoa, é sugerido que sua formação teria ocorrido antes da última fase de elevação no nível do mar, ou seja, antes do último período glacial. Baseia-se nesta interpretação a partir da datação por rádio-carbono de um fragmento de madeira, encontrado na laguna com idade superior a 30 mil anos, aproximadamente.

  • O processo de hipersalinização iniciou-se com o isolamento da laguna após a construção, feita pela natureza, do cordão litorâneo holocênico há cerca de sete mil anos.


Outros dados:


Aniversário 8 de junho
Fundação 8 de junho de 1995
Gentílico iguabense


Localização
22° 50' 20" S 42° 13' 44" O
Estado Rio de Janeiro
Mesorregião Baixadas
Microrregião Lagos
Região metropolitana
Municípios limítrofes Araruama e São Pedro da Aldeia
Distância até a capital 123 quilômetros

Área 53,601 km²
População 20.177 hab.est. 2006
Densidade 376,4 hab./km²
Altitude 18 metros
Fuso horário UTC-3


Indicadores
IDH 0,796 (9º) médioPNUD/2000
PIB R$ 102.260.337,00 IBGE/2003
PIB per capita R$ 5.645,06 IBGE/2003


FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Iguaba_Grande

HISTÓRIA:

 

O distrito de Iguaba Grande, que pertencia a São Pedro da Aldeia, foi criado pela Lei Nº 2.161, de 8 de junho de 1954, tendo se emancipado por intermédio da Lei Estadual Nº 2.407, de 8 de junho de 1995, pelo então prefeito Rodolfo José Mesquita Pedrosa.

Está situado na Região Leste do Estado do Rio de Janeiro, mais conhecida por Princesinha da Região dos Lagos que tem como denominação oficial de Baixada Litorânea Fluminense.

No dia 13 de março de 1994, cerca de 94% dos eleitores foram as urnas concordando com a emancipação do distrito. A votação popular para determinar a separação político administrativa de Iguaba Grande foi de grande importância para a Região dos Lagos.

O novo município é mais um a reivindicar soluções para problemas que a municipalidade não consegue resolver. Iguaba Grande possui diversos bairros e povoados, e um grande número de loteamentos e condomínios (a tendência é crescer mais ainda). O último censo realizado em 2.000 pelo IBGE, registrava a existência de 15. 052 moradores fixos.

Iguaba possui 32 km² de extensão territorial. Limita-se com os municípios de São Pedro da Aldeia e de Araruama, e está ligado à Niterói pela Rodovia Amaral Peixoto, distando 119 quilômetros e 139 quilômetros do Rio de Janeiro. Outra opção é pela Rio-Manilha, através da BR-101, passando por Rio Bonito e Araruama, tendo acesso ao percurso que serve a Iguaba Grande, na moderna estrada da Via Lagos.

Considerada privilegiada por sua tranqüilidade e belezas naturais, Iguaba Grande atrai veranistas e assíduos freqüentadores, que desfrutam dos recantos pitorescos, possuindo uma boa estrutura de serviço com pousadas, hotéis, restaurantes e campings.

Historicamente a formação da localidade vem desde o século XVII, quando os jesuítas fundaram a Aldeia de São Pedro do Cabo Frio, que deu origem a atual Cidade de São Pedro da Aldeia, início da catequese dos índios e colonização de toda a região.

Em Iguaba Grande, o processo de povoamento se intensificou em 1761 com a construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição, que está situada em frente à praia, na Rodovia Amaral Peixoto, km 96, entre residências e casas comerciais. Assemelha-se ao tipo mais simples das capelas jesuíticas, obedecendo ao estilo típico da época. Construída com argamassa, óleo de baleia, pedras e conchas.

 

Além da reforma feita por Bento José Martins na primeira metade do século XIX, a pequena igreja sofreu em 1972, uma segunda, que, descaracterizou o seu interior.

Registra-se, também, como marco inicial as centenárias palmeiras plantadas em frente ao colégio Estadual Dr. Francisco de Paula Paranhos que, pela altura e beleza, destacam-se na paisagem. Suas sementes são levadas por turistas brasileiros e até mesmo do exterior.

Assinala-se ainda que havia no tempo das antigas fazendas, um porto batizado com o nome de "Madeira" devido ao grande carregamento deste material e que se localizava no hoje denominado Morro de Governo. O carregamento da madeira e de gêneros alimentícios era feito pelos escravos e transportado por barcos e carro de boi, para Massambaba e outras localidades. O comércio local era abastecido por tropas de burros. Os lavradores vinham a cavalo comprar roupas e comestíveis e só pagavam quando chegava o tempo das colheitas. A pesca, por sua vez, era feita em rústicas canoas e os pescadores tocavam uma corneta para anunciar o desembarque do pescado.

Como toda cidade pequena do interior, Iguaba Grande também tinha sua estação de trem da Estrada de Ferro Central do Brasil. Fundada em 15 de maio de 1915, transportava passageiros e cargas, de Niterói a Cabo Frio e vice-versa. Alguns vagões ficavam parados perto da praia, onde hoje é o Condomínio das Garças.

Você sabia que existiu uma estrada de ferro que ligava os municípios de Niterói e Cabo Frio? E que ela foi crucial ao desenvolvimento econômico e social de diversas localidades na Região dos Lagos, além de Iguaba Grande?


Apesar da importância histórica da Estrada de Ferro Maricá (EFM), muita gente sequer ouviu falar nela. A Estrada de Ferro Maricá possuía bitola de 1 metro e 158 km de comprimento, ligando as Estações de Neves e Cabo Frio e transportava, além de produtos agrícolas, o sal produzido na Lagoa de Araruama.


Ao longo de sua trajetória tinha 16 estações: Neves, Sete Pontes, Raul Veiga, Ipiiba, Uirajaba, Inoã, Maricá, Itapeteiú, Nilo Peçanha de Maricá, Sampaio Correia, Bacaxá, Ponte dos Leites, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio.


A viagem durava em média de 5 horas entre os pontos extremos. O início da construção da ferrovia deu-se em 1887, com o aporte de capitais de empresários e fazendeiros da cidade de Maricá. Em 1888 concluiu-se o primeiro trecho, entre Alcântara e Rio do Ouro, chegando a Maricá somente em 1894.

No Governo de Nilo Peçanha, a ferrovia foi trazida até Iguaba Grande (1919).
Tempos depois, - 1926 – com o prolongamento até Cabo Frio – assumiu a estrada uma empresa belga, que a repassou a francesa Compagnie Generale aux Chemins du Fer. O Governo Federal, em 1933, encampou a estrada, que passou a integrar a malha da Central do Brasil com o nome de Linha Auxiliar de Cabo Frio.


Posteriormente, a estrada foi prolongada até Cabo Frio, sendo a estação inaugurada em 11 de setembro de 1937. Em 10 de janeiro de 1962 deu-se a desativação da ferrovia.

Para armazenar água potável, a população utilizava-se de água de poço e da chuva, depositadas em cisternas domésticas e latas. O serviço de abastecimento encanado só veio em 18 de abril de 1978, após a fusão do Estado da Guanabara com o Rio de Janeiro, na administração do Governador Faria Lima.

Iguaba Grande não possuía iluminação pública e somente por volta de 1940 é que a Prefeitura de São Pedro da Aldeia implantou o sistema, utilizando óleo diesel. A manutenção do gerador era feita por um funcionário (Rubens), e logo que começava escurecer ele ligava o motor, desligando-o às 22 horas.

 

 

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